A dependência química é definida pela 10ª edição da Classificação Internacional de Doenças (CID-10), da Organização Mundial da Saúde (OMS), como um conjunto de fenômenos comportamentais, cognitivos e fisiológicos que se desenvolvem após o uso repetido de determinada substância. É uma doença séria e complexa caracterizada pelo uso compulsivo e descontrolado de drogas.

A dependência pode dizer respeito a uma substância psicoativa específica (por exemplo, o fumo, o álcool ou a cocaína), a uma categoria de substâncias psicoativas (por exemplo, substâncias opiáceas) ou a um conjunto mais vasto de substâncias farmacologicamente diferentes.

As drogas acionam o sistema de recompensa do cérebro, uma área encarregada de receber estímulos de prazer e transmitir essa sensação para o corpo todo. Evolutivamente o homem criou essa área de recompensa e é nela que as drogas interferem. Por uma espécie de curto circuito, elas provocam uma ilusão química de prazer que induz a pessoa a repetir seu uso compulsivamente. Com a repetição do consumo, perdem o significado todas as fontes naturais de prazer e só interessa aquele imediato propiciado pela droga, mesmo que isso comprometa e ameace a vida do usuário.

Vários são os motivos que levam à dependência química, mas o final é sempre o mesmo. De alguma maneira, as drogas pervertem o sistema de recompensa. A pessoa passa a dar-lhes preferência quase absoluta, mesmo que isso atrapalhe todo o resto em sua vida. Para quem está de fora fica difícil entender por que o usuário, com a saúde deteriorada, não abandona a droga. Tal comportamento reflete uma disfunção do cérebro. A atenção do dependente se volta para o prazer imediato propiciado pelo uso da droga, fazendo com que percam significado todas as outras fontes de prazer, levando a família, amigos e carreira ao segundo plano.

A vontade de consumir a droga é, então, incontrolável e assim o dependente químico encontra maneiras de justificar o vício, ignorando as doses crescentes consumidas e o impacto negativo em sua vida.

O vazio que a droga parece preencher se torna extremamente perigoso e prejudicial.

Depois, o comportamento causado pela dependência química torna as relações explosivas, agressivas e, consequentemente, desgastadas. O corpo começa a perder energia para determinadas atividades, inevitavelmente, com a saúde cada vez mais frágil.

A coo dependência desenvolvida por aqueles que amam o dependente em substâncias químicas torna o problema ainda mais complexo e impactante.

Por isso, a busca por um profissional especializado torna-se essencial para a proteção do dependente, de sua família e seus amigos. Busque ajuda assim que identificar o problema. Esta atitude pode tornar o tratamento mais efetivo!

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